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                                                                                       25 de Abril de 2018
 

Bitcoin reúne micro e pequeno empreendedor no Brasil

O entusiasmo em torno do bitcoin está muito longe de gerar negócios milionários para os empreendedores que apostaram na criptomoeda.

Levantamento feito pela brasileira BigData Corp mapeou cem empresas constituídas no Brasil que têm como negócio principal atividades relacionadas ao bitcoin - apenas três delas têm faturamento anual entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. E 41% faturam até R$ 250 mil por ano.

Na verdade, a criptomoeda vem atraindo principalmente microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte. Juntas, as empresas individuais de responsabilidade limitada, as cadastradas no Simples Nacional e os MEI, respondem por 79% do total pesquisado. Criada em 2008, o bitcoin se popularizou mundialmente entre o grande público a partir do fim de 2017, quando três bolsas americanas passaram a negociar contratos futuros de bitcoin, lembra Gustavo Chamati, presidente do Mercado Bitcoin, site que atua intermediando compras e vendas de moedas digitais.

A ascensão recente do bitcoin ajuda a explicar por que 43 das cem empresas identificadas atuam no mercado há menos de um ano. "São empresas novas, tentando se estruturar. Com o tempo vai haver uma seleção natural", sustenta Chamati. O universo de uma centena de empresas foi identificado a partir da varredura de aproximadamente 700 mil sites e inclui desde firmas de intermediação de transações a desenvolvedores de aplicações de "blockchain" (tecnologia usada nas criptomoedas) e fornecedores de equipamento para "mineração" do bitcoin.

O perfil mais comum é o de empresas sem vínculos empregatícios. Isso ocorre em 91% dos casos levantados pela BigData Corp. "A grande maioria são empresas pequenas e recentes", diz Thoran Rodrigues, presidente da empresa de captura e análise de dados. Apenas uma das cem empresas identificadas tem receita entre R$ 250 mil a R$ 500 mil. Para chegar ao faturamento, Rodrigues usou um modelo matemático que reúne informações e características de cada uma das empresas para estimar - com uma margem de acerto superior a 90% - a receita anual.

A maior parte dos empreendimentos relacionados ao bitcoin (23%) é de empresas de intermediação de negócios de compra e venda, conforme indica a pesquisa. Na segunda posição, com 16%, aparecem os sites de busca e consulta na Internet específicos para a criptomoeda.

O levantamento englobou também uma análise qualitativa de como a imprensa on-line brasileira vem tratando os temas relacionados ao bitcoin. A partir da avaliação de reportagens publicadas em 24 portais e sites de notícias, ao longo dos últimos 15 meses, Rodrigues chegou à conclusão de que a criptomoeda teve no período uma cobertura ligeiramente positiva. Numa escala em que zero corresponde a uma reportagem neutra e um equivale a uma matéria totalmente favorável, o bitcoin atingiu um patamar de 0,04 ponto positivo. Menos numerosas, as reportagens negativas foram, no entanto, mais incisivas, com uma pontuação negativa de 0,16, em média. "Ninguém tende a ser muito positivo e nem muito negativo. Até porque, nos grandes veículos, existe toda uma preocupação com a isenção", resume Rodrigues.

O tamanho diminuto de grande parte das empresas alimenta preocupações sobre a segurança nas transações e no armazenamento de bitcoins. Analista da companhia russa de segurança digital Kaspersky Lab, Thiago Marques sustenta que grande parte das empresas que lidam com a moeda digital não segue qualquer tipo de regulamentação para poder garantir um determinado padrão de segurança aos usuários que estão realizando as transações. "Os ataques a essas empresas estão cada vez mais comuns, o que faz com que grande parte delas feche suas operações, muitas vezes, sem garantia de recuperação do valor perdido", diz Marques.

Não é à toa que empresas de intermediação há mais tempo no segmento, como a Mercado Bitcoin, estão ampliando investimentos em segurança. No início de 2017, a intermediadora contava com apenas oito colaboradores e 250 mil clientes cadastrados em sua plataforma. Fechou o ano passado com gastos de R$ 1,3 milhão em segurança e tecnologia. Para 2018, com uma equipe de quase 80 empregados e um milhão de cadastrados, a previsão é que a companhia presidida por Chamati invista R$ 10 milhões em nessas áreas.

Valor Econômico | Rodrigo Carro


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