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                                                                                       04 de Abril de 2018
 

Captação líquida em fundo de direitos creditórios reage e atinge R$ 4,287 bi



Depois de dois anos de fraca atividade (2016 e 2017), o volume em captação líquida para fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs) reagiu e alcançou R$ 4,287 bilhões no mês passado.

Com esse ingresso, o patrimônio líquido em FIDCs atingiu R$ 102,016 bilhões. Os dados até 26 de março são do boletim diário da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Da captação registrada em março último, R$ 3,755 bilhões ou 87,6% do total foram lideradas pelo segmento de FIDCs de agro, comércio e indústria; o que significa na opinião de especialistas consultados pelo DCI, o início de uma retomada nessas operações (ofertas) financeiras.

“O cenário econômico está mais positivo em 2018, e as empresas estão despertando para alternativas de crédito”, diz o CEO e fundador da Antecipa, Camilo Telles.

Ele explicou, que por meio de estruturas de FIDCs, empresas com bom rating de crédito (nota AAA) conseguem antecipar seus recebíveis com taxas entre 105% e 110% do DI. Atualmente, essa taxa referencial para o mercado interfinanceiro (DI) está em 6,39% ao ano.

Mas se o risco de crédito (de calote ou atraso nos pagamentos) for maior, o custo para antecipação dos recebíveis será mais elevado. “A rentabilidade para o investidor depende do risco de crédito”, ponderou Camilo Telles.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que o volume em ofertas públicas de FIDCs esteve baixo nos últimos anos. Em 2016, foram sete ofertas registradas com volume de R$ 901 milhões; e subiu para oito ofertas e R$ 2,63 bilhões no ano passado (2017), mas abaixo da marca de R$ 2,937 bilhões de 2015.

Na visão de Telles, a queda na taxa básica de juros (Selic) não se refletiu na redução dos custos em linhas de antecipação de recebíveis nos grandes bancos; o que incentiva as empresas a buscarem alternativas como estruturas de FIDCs, ao mesmo tempo em que a Selic menor atrai o interesse de investidores para aplicações mais rentáveis. “Mais de 90% do crédito corporativo está em seis bancos, o spread [prêmio] até subiu”, diz o executivo.

Para o professor e coordenador de cursos de graduação em administração e gestão financeira da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Estevão Alexandre, no atual cenário de retomada da economia, o FIDC é vantajoso tanto às empresas como investidores.

“É um bom negócio para os dois lados. As empresas captam mais barato do que tomar empréstimo numa factoring. E o investidor consegue uma rentabilidade melhor”, exemplificou o professor.

Telles, da Antecipa, detalhou que numa estrutura de FIDC, no mínimo 50% dos recursos do patrimônio líquido serão destinados para aplicações em direitos creditórios, podendo ser duplicatas, cheques, recebíveis de cartão de crédito, entre outros direitos de crédito.

“Uma das vantagens do FIDC é a possibilidade de alavancagem das cotas diretamente pela captação de recursos no mercado de capitais, obtendo taxas mais competitivas e justas”, ressaltou.

Quanto aos riscos aos investidores, ele completou que a aplicação em FIDC é voltada para quem possui um horizonte de prazo superior a dois anos. “É destinada para investidores com um horizonte de tempo mais longo”, destacou.

Já o professor da Fipecafi também avisou sobre a diferença entre cotas subordinadas e cotas seniores. “As subordinadas são muito mais arriscadas. E algumas casas estão oferecendo esse produto também para pessoas físicas. Daí a importância de ler o prospecto dos fundos e verificar a composição da carteira na CVM”, disse Alexandre.

Antes, era comum no mercado reservar as cotas subordinadas para investidores institucionais, gestores de fundos; enquanto cotas seniores – consideradas menos arriscadas e de menor rentabilidade – eram voltadas às pessoas físicas.

Plataforma tecnológica

Quanto ao acesso aos FIDCs, Telles lembrou que a tecnologia está conectando empresas e investidores, com redução de custos com intermediadores (bancos). “A plataforma Antecipa atende mais 1 mil empresas no País. E na falta de caixa da empresa compradora [de recebíveis], integramos o capital de terceiros e FIDCs”, disse.

DCI - Diário do Comércio, Indústria & Serviços


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