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                                                                                       09 de Fevereiro de 2018

Indústria do Pará registra alta no País

Taxa de elevação chega a 10,1%, melhor resultado desde 2010. Com crescimento de dois dígitos, o Pará foi o destaque da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), divulgada ontem pelo IBGE. A taxa de 10,1% registrada pela indústria paraense no acumulado de 2017 se juntou aos índices positivos de doze dos 15 locais pesquisados.

Além de ter a primeira alta anual (2,5%) desde 2013, a produção industrial brasileira teve, em 2017, seu crescimento mais disseminado desde 2010, segundo o IBGE. Em termos regionais, o resultado do ano passado é o melhor desde que todos os 14 locais pesquisados em 2010 (o Mato Grosso foi incluído somente em 2013) tiveram alta. Naquele ano, a produção industrial cresceu 10,2%.

Os 12 locais com altas em 2017 foram Pará (10,1%), Santa Catarina (4,5%), Paraná (4,4%), Rio de Janeiro (4,2%), Mato Grosso (3,9%), Amazonas (3,7%), Goiás (3,7%), São Paulo (3,4%), Ceará (2,2%), Espírito Santo (1,7%), Minas Gerais (1,5%) e Rio Grande do Sul (0,1%). Já as quedas aconteceram na Bahia (-1,7%), na região Nordeste (-0,5%) e em Pernambuco (-0,9%).

Nesses locais, o maior dinamismo foi influenciado por fatores relacionados à alta na fabricação de bens de capital (em especial os voltados para o setor de transportes, construção civil e agricultura); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”); e de bens de consumo semi e não-duráveis (calçados, produtos têxteis e vestuário).

Por outro lado, a Bahia (-1,7%) teve a maior queda no ano, pressionada, principalmente, pelo comportamento negativo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica e gasolina automotiva) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). A região Nordeste (-0,5%) e Pernambuco também tiveram baixas no período.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria nacional cresceu 4,3% em dezembro de 2017, com taxas positivas em oito dos 15 locais pesquisados. Amazonas (10,9%) e São Paulo (10,1%) tiveram as maiores altas, impulsionados, principalmente, pelo crescimento nos setores de outros equipamentos de transporte, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e metalurgia, no segundo. Rio de Janeiro (7,2%), Pará (6,1%) e Mato Grosso (5,8%) também cresceram mais que a média nacional (4,3%), enquanto Goiás (4,0%), Santa Catarina (3,9%) e Rio Grande do Sul (0,3%) completaram o conjunto de locais com alta no mês.

Por outro lado, o Espírito Santo (-5,1%) teve a maior queda nesse mês, pressionado, em grande parte, pela indústria extrativa (óleos brutos de petróleo e gás natural), de celulose, papel e produtos de papel (celulose) e de produtos de minerais não-metálicos (cimentos “Portland”). Os demais resultados negativos aconteceram em Pernambuco (-2,5%), região Nordeste (-2,3%), Bahia (-1,8%), Minas Gerais (-1,5%), Paraná (-0,5%) e Ceará (-0,1%).

Na análise trimestral, a média da indústria cresceu 4,9% no quarto trimestre de 2017, a taxa positiva mais alta desde o segundo trimestre de 2013 (5,1%), e manteve a tendência positiva dos três primeiros trimestres de 2017 em comparação com igual período do ano anterior.

O aumento no ritmo de produção verificado na passagem do terceiro (3,2%) para o quarto trimestre de 2017 (4,9%) aconteceu em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Goiás (de 2,2% para 10,6%), Rio de Janeiro (de 1,7% para 7,8%), Mato Grosso (de 6,9% para 11,8%), Amazonas (de 3,8% para 7,5%), Santa Catarina (de 4,2% para 7,2%) e São Paulo (de 5,3% para 8,1%). Por outro lado, Bahia e Paraná tiveram as maiores reduções.

Entre 2011 e 2016, o período de aumento mais disseminado foi 2013, quando dez localidades expandiram sua produção, enquanto quatro tiveram queda e uma permaneceu estável. Em 2016, 14 locais ficaram no negativo e somente um registrou aumento na atividade, com queda de 6,4% no índice nacional.  Em relação ao acumulado nos últimos 12 meses, o crescimento de 2,5% em dezembro foi o mais elevado desde julho de 2011.

REDUÇÃO

Em termos regionais, embora doze dos 14 locais pesquisados tenham registrado taxas positivas no mês de dezembro, apenas seis aumentaram o ritmo na comparação com o índice de novembro: Goiás (de 2,8% para 3,7%), Mato Grosso (de 3,1% para 3,9%), São Paulo (de 2,7% para 3,4%), Bahia (de -2,4% para -1,7%), Amazonas (de 3,2% para 3,7%) e Rio de Janeiro (de 3,7% para 4,2%). Enquanto isso, Pernambuco, Espírito Santo, Paraná, Ceará e Minas Gerais registraram as principais reduções de ritmo entre os dois períodos.  O Pará também apresentou redução de 10,5% para 10,1%.

Na variação novembro-dezembro de 2017, a produção industrial nacional registrou aumento de 2,8%. Oito dos 14 locais pesquisados tiveram taxas positivas no período. Os maiores avanços aconteceram no Rio Grande do Sul e no Amazonas. Os estados do Ceará, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais completaram o conjunto de locais com índices positivos. Por outro lado, Goiás teve a maior queda no mês. As demais taxas negativas foram do Pará (-1,8%), Pernambuco, Espírito Santo, Bahia e região Nordeste.  Em novembro apenas 14 locais foram analisados pelo IBGE porque não há dados do Mato Grosso para o mês. 

G1


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